quarta-feira, 9 de novembro de 2011

II

E na sala, tudo começou a chover. Parecia uma paranóia mais avançada que as comuns, mas ele sentia como se estivesse chovendo. Ali mesmo, sentado no sofá, começava a se concentrar em babaquices que eram soltas no meio da conversa-sem-sentido-com-os-meus-superiores e, quanto mais se focava, mais se sentia frio. De repente sua vista escureceu e foi como um mergulho. Sentia seu corpo perdendo a gravidade dentro daquele oceano em que parecia um caminho infinito para chegar na borda. Era morno, era a temperatura ideal. Parecia nem ser necessária a respiração, o essencial era nadar. Nada, estava sentado ali mesmo, naquele sofá, tentando agradar pessoas insuportáveis, imaginando como seria...

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